Nome difícil e o Português

Há um tempo atrás, assistindo à TV Cultura, vendo uma daquelas vinhetinhas da língua Portuguesa com o Professor Pasquale, tive uma das minhas mais estúpidas teorias (mas vai dizer que não faz sentido!?!?).

Comecei a pensar no fato dele, um dos grandes nomes conhecedores da língua no Brasil, se chamar, justamente Pasquale. Pra mim parece quase óbvio que o gosto do cara pelo Português nasceu junto com o nome que lhe foi dado. Maior nome difícil! Imagina o professor aos 6 anos de idade, no pré primário aprendendo a escrever Pasquale, ao invés de João ou Renato.
O nome dele tem um “q” (um “q” que vem com um “u” junto), tem um som diferente das outras junções “vogal + consoante”, coisa que só se aprende lá na frente na cartilha. Agora…O nome não, nome se aprende logo nos primeiros dias de alfabetização.
Me parece bem possível que esse nome tenha aguçado a curiosidade de aprender essas letrinhas, tenha despertado o interesse do Pasquale por aquela brincadeira nova de montar palavras.

Quando comentei isso com o Rico e com o Bruno eles só deram risada. Tá…Tem muita gente que tem nome esquisito e que não escreve bom português, mas esses casos costumam ser uma carência de educação geral, quando nem se abriu oportunidade pra um interesse em língua ou em qualquer outra “paixão”.
Comecei a pensar no nome de outros amantes de Português, e pra mim continuou fazendo sentido. Meus professores da tal matéria no ginásio/ensino médio chamavam: Ana Alcântara (composto mesmo), Nivaldo e Benilde.
Ok, menos problemáticos que o Pasquale, mas tão diferentes quanto. Pensei no meu pai, formado em letras, que lecionou  português e literatura bastante tempo: Henrique. Outro nome difícil pra um serzinho em alfabetização. Depois…Eu mesma, Ariádine. E sim, posso dizer que  escrever o meu nome e – principalmente – soletrá-lo às pessoas, deve ter reforçado o meu gosto por tal matéria. Especialmente porque todo mundo sempre escreveu meu nome como no grego Ariadne, sem o “i”, e eu sempre tive que explicar que o meu o continha, e junto com ele, vinha um acento no segundo “a”, pra fazer do hiato a sílaba tônica (!). Acabei aprendendo tudo isso cedo. rs
E como dizer que o nome não influenciou?

Os exemplos são infindáveis. Quanto mais penso em gente com nome difícil mais as mesmas escrevem bem!
Tá. Viagem minha. Se pudesse colocava esse post três vezes na categoria “divagação” do blog, mas certamente essa besteira virá à cabeça a cada novo nome estranho com boa grafia… :-)

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Sobre ariaround

25, santista, apaixonada e viajante em todos os sentidos...agora em Goa, na Índia. Amante da escrita, de lugares novos, crenças e pessoas.

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