Out of control

A primeira vez que ouvi não gostei muito, mas ultimamente tem tocado bastante “She Wants Revange” na playlist…

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Picasso light paintings

Pra acompanhar, som dos incríveis “Modern Lovers”, do início dos anos 70.

 

Joga

All these accidents that happen
Follow the dot
Coincidence makes sense
Only with you
You don’t have to speak
I feel

Emotional landscapes
They puzzle me
Then the riddle gets solved
And you push me up to this

State of emergency, how beautiful to be
State of emergency, is where I want to be

All that no-one sees you see
What’s inside of me
Every nerve that hurts you heal
Deep inside of me
You don’t have to speak
I feel.

Emotional landscapes
They puzzle me – confuse
Then the riddle gets solved
And you push me up to this

State of emergency, how beautiful to be
State of emergency, is where I want to be


Once again in love with Bjork  – her voice, her lyrics, her talent, her posture and her projects with other capital letters’  ARTISTS as her. <3

Do you?

Do You Realize – that you have the most beautiful face
Do You Realize – we’re floating in space
Do You Realize – that happiness makes you cry
Do You Realize – that everyone you know someday will die
 
And instead of saying all of your goodbyes – let them know
 
You realize that life goes fast
It’s hard to make the good things last
You realize the sun doesn’t go down
It’s just an illusion caused by the world spinning round
 
Do you realize?
 

It’s a long way

Acho que é normal algo que fica muito famoso internacionalmente e tem uma legião de baba-ovos causar também o efeito contrário, mas me envergonha um pouco o falar mal só por falar mal.

Desde que me conheço por gente ouvi que Caetano Veloso era arrogante, que João Gilberto era um chato e que Paulo Coelho não sabia escrever. Conheci alguns grandes admiradores também, mas esses normalmente são menos incisivos em suas opiniões. heheh

Eu, do meu lado, que me lembre, nunca vi Caetano Veloso sendo grosseiro ou rude. Só vejo aquele tio que parece sim, se achar um tanto sábio, normalmente sorridente, de fala mansa e arrastada. Mas, ainda que fosse, arrogante, isso o desabonaria como artista?
Do meu lado também não li muito Paulo Coelho, mas tudo que li achei bastante razoável, assim como o admirei por diversas colocações à respeito dos homens, da vida, da busca.  Me surpreendi quando soube que um monte de amigos meus estrangeiros e que lêem caras incríveis liam também Paulo Coelho. Me deu vergonha dos tantos brasileiros que metem o pau sem nunca ter passeado por sua obra, tão extensa e de tão fácil acesso. Talvez seja esse o problema.

Não sou fã de nenhum deles. Todo mundo já produziu coisas que aos olhos dos outros parecem admiráveis ou medíocres. O que falo aqui é da banalização de grandes homens. Em determinados casos, o gosto pessoal não deve importar, o que importa é a grandeza do que foi criado.
Não importa se eu não acho tudo o Coelho escreve bom. Mas nós, na nossa grande maioria, estamos a anos luz de poder julgar a marca que essa pessoa deixa ao mundo. Assim como Caetano, João Gilberto, Madonna, Elvis, Chico…Amados e odiados, celebrados e vexados…Mas, acima de tudo, respeitados.

Fecho com um som do melhor album do Caetano,  “Its a long way”…
It actually is. :)

Dead Can Dance

Lisa Gerrard & Brendan Perry

São poucos os shows que eu faria questão de ir hoje em dia… Sonho com um desse.

Vocais abençoados.

Amy by Terry

Ensaio feliz feito em 2007 pelo top descarado Terry Richardson.

Jeff

Ansiosa pelo filme sobre ele e  seu pai, Tim Buckley.

Os dois foram sempre motivo para comparação. O pai, morreu aos 28 de overdose. O filho, aos 31, afogado, Ambos jovens e com carreiras promissoras. As coincidências de detalhes das suas histórias são muitas e  bem interessantes, mesmo pai e filho tendo se visto apenas 2 vezes.

O filme foca mais na cerreira de Jeff, na luta por reconhecimento e na compreensão dentro da própria vida, sobre o abandono do pai, logo cedo.

 O som tem tanta verdade que é impossível não respeitar, no mínimo. ;)

Eu, o mundo e o canto

Depois de me “estabilizar” no Brasil, quis aprender algo novo e decidi então por “lapidar” minha voz…

Na verdade o canto nunca foi novo. Desde bem criança eu gostava dessa arte, perdi as contas de quantas vezes meu irmão, dois anos mais novo que eu, morria de vergonha nos ônibus da vida, porque eu não me continha de tédio e me entretia cantando. Muitas vezes até meu pai, que sempre gostou da minha voz (será?), me pedia pra calar a boca nas longas viagens de carro – depois de 2 horas cantando ininterruptamente – ou simplesmente aumentava o volume do rádio pra ver se eu me tocava. hehe

Nunca me importei também se enquanto eu cantava as outras pessoas olhassem feio na rua, mas sempre fui um pouco tímida para fazê-lo se me pedissem, então nunca levei o canto muito à sério. Tive banda aos 14, 15, cantei em muito karaoke, e me apresentei na escola algumas vezes. Minhas amiguinhas ficavam todas orgulhosas.
Lembro de ter cantado “Sweet Child O’ Mine” pro meu maior público, no ano 2.000. hehehe

Fui crescendo e estragando a voz. Primeiro por não saber usá-la. Segundo pelos maus vícios que a velha adolescência nos traz. Meio que tinha desistido de cantar, até esse ano.
No meu tempo no exterior, um dos meus chefes turcos falava que eu devia largar tudo e virar cantora. Nunca tinha me ouvido cantar efetivamente, mas me via cantarolando pra lá e pra cá o dia inteiro. – É natural seu, ele dizia. –
Realmente é natural, e esse foi o motivo de eu ter escolhido o canto a me dedicar. Mas os turcos tem muita vergonha de fazer coisas em público, então só o fato de você esboçar um som já faz eles acharem isso especial.

Por outro lado, na Índia, TODO MUNDO canta o tempo todo. E MUITO, MUITO bem.

Lembro bem de um fim de tarde, no nosso acampamento no Himalaya, o grupo todo estava secando as roupas úmidas em volta da fogueira e resolveram que cada um cantaria uma vez. O fato de TODOS aceitarem e adorarem a brincadeira, já mostrava que eles eram diferentes. O primeiro a cantar foi uma criança. Voz afinadíssima, uma graça. Logo depois me mandaram cantar, e eu, sendo a gringa, até que me soltei, já que só o fato de eu cantar na minha língua já seria suficientemente legal. Não me preocupei muito em como a minha voz estava saindo.
Depois de mim, começaram – Amigos meus de lá de algum tempo já, as senhorinhas, o guia, o puxador das mulas, o menino do chai, TODO mundo era cantor profissional ali, sério.Eu fiquei muito embasbacada.
Me deu até vergonha de como eu tinha cantado. hehe

Além dos indianos serem apaixonados por música, seus hábitos são os melhores possíveis pra voz. Tenho certeza que o estilo de vida deles faz a população inteira ter um timbre limpo.
Apesar da poluição da maioria das cidades, indiano praticamente não fuma. Tenho dificuldade de lembrar de um que fumasse, nesses 2 anos e meio de India (eles preferem o tabaco com especiarias mascado, como fazem com o paan).
Além de não fumarem, eles não bebem nada gelado, já que a falta de eletricidade ainda é muito comum no país todo, então não há a tradição do “frescor” que uma geladeira pode trazer à bebida. Mesmo quem tem geladeira em casa, não tem costume de beber gelado.
E, o mais importante de tudo acho, é a quantidade de pimenta e condimento que comem. A garganta, as cordas vocais, estão SEMPRE aquecidas assim. Se algo gelado prejudica as cordas, esse monte de spicy só pode fazer muito bem pra elas!

Era lindo ouvi-los cantar. Todos muito afinados, muito seguros, dava pra imaginar cada um deles fazendo aquilo muitas vezes na frente do espelho segurando uma escova de cabelo. É muito típico deles – “Wanna be a superstar” – E funciona.
Passei a perceber o quanto não era só ali, em volta da fogueira que as vozes eram bonitas, mas no monte de saddhus que passavam cantando nas ruas, nas tiazinhas que trabalhavam na construção civil, nos menininhos carregadores de sacola…Enfim..Geral.

Eu, de volta, tenho tentado me inspirar nessa galera, e cantar, independente do que. As aulas tem me feito ver que qualquer um pode cantar. Só é necessário treino, alguma técnica e cuidado pra aquecer, pra manter a voz saudável e especialmente saber onde a sua voz se encaixa. Antes, eu me metia a cantar qualquer música que eu gostasse, mas hoje, eu vejo que dá pra ser bem sábio na escolha delas e valorizar muito a própria voz.

Por outro lado, essa vontade de cantar de tudo tem me dado já uma vontade tremenda de tocar um instrumento…Hoje me parece absurdo ser cantor durante anos na vida sem tocar nada. A vontade de compor é automática, e quase toda vez que eu tô cantando algo, tô pensando em outra versão, que só dá pra pôr pra fora, tocando.

Será que eu dou conta? Quem sabe depois da minha fase secretária-executiva-bilingue, se eu treinar nas ruas, bares e metros pelo mundo? Rs.

Em algumas dias, farei meu primeiro dinheiro com música, e isso já é beeem, beeem mais do que eu esperava. :)